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Compras à moda parisiense: maisons, criadores e artesãos

Nosso diário · Leitura de 4 min

As compras parisienses que amamos não estão nas lojas de departamentos lotadas nem nas avenidas do luxo globalizado. Estão nas boutiques onde se conversa com quem desenha, nos artesãos que fazem à mão há um século, nos endereços que se transmitem como segredos de família. Um mês na cidade abre essa Paris para você.

Em torno da Joia, três ruas bastam. A rue des Francs-Bourgeois para as maisons estabelecidas. A rue de Turenne, que se tornou o eixo da moda masculina: alfaiates contemporâneos, camisarias, sneakers confidenciais. O alto Marais (rue de Poitou, rue Charlot) para os jovens criadores e os perfumistas de nicho. Nossa dica: quarta ou quinta-feira, quando os vendedores têm tempo para conversar; o sábado pertence à multidão. E não perca os artesãos históricos em torno da place des Vosges: luveiros, chapeleiros, papelarias finas. É lá que estão os presentes de que a gente se lembra.

Do lado da margem esquerda, vinte minutos de caminhada levam ao Bon Marché: 1852, a mais antiga loja de departamentos do mundo, que continua sendo a mais elegante, com sua Grande Épicerie, que está para a alimentação como a alta-costura está para a roupa. Ao redor, Saint-Germain alinha as casas francesas históricas e os antiquários do Carré Rive Gauche.

Por fim, nosso pecado favorito: o vintage de luxo. Paris é a primeira praça mundial do setor, e o Marais está repleto de brechós de luxo onde as peças das grandes maisons se garimpam autenticadas. Para o excepcional, o marché Paul Bert Serpette, no mercado de pulgas de Saint-Ouen, o maior mercado de antiguidades do mundo, onde os decoradores do planeta se abastecem na sexta-feira, dia dos marchands. Tax free a partir de 100 € para residentes fora da UE, e todas as casas entregam no apartamento: sua caixa de correio espera por você.

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