Éditions Slim Paris
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Nossas mesas do momento, de Saint-Paul a Saint-Germain

Nosso diário · Leitura de 4 min

Sempre nos perguntam « onde se come bem perto de vocês? ». E sempre respondemos a mesma coisa: em toda parte, desde que se evitem os terraços bem localizados demais e os cardápios traduzidos em seis idiomas. Eis o nosso passeio gastronômico — aquele que fazemos de verdade.

Ele começa no marché des Enfants Rouges, na rue de Bretagne, o mais antigo mercado coberto de Paris (1615). Ali se almoça sem cerimônia em meio às bancas: o traiteur marroquino cuja fila nunca diminui (com razão), os bentôs, a trattoria de balcão. O que é preciso saber: chegue antes do meio-dia e meia, dê primeiro uma volta completa, peça depois.

No baixo Marais, nossos hábitos são simples. A creperia da rue Vieille-du-Temple para o trigo-sarraceno e a sidra artesanal. Os bistrôs escondidos atrás da place des Vosges para a cozinha do Sul que reconforta. O babka da rue des Rosiers como sobremesa de caminhada. E quando a vontade de uma pita gastronômica bate às 22 horas, a rue des Écouffes sempre responde.

Do lado da margem esquerda, atravessamos o rio, e o trajeto faz parte do menu: a Île Saint-Louis e seu sorvete de rigor, depois o cais. Chegando ao 7º, a rue Cler para a feira do dia a dia, e as banquetas de Saint-Germain para o ritual absoluto: ovos mimosa, o mundo passando.

Duas regras, nada mais. Reserve sempre, mesmo numa terça-feira: Paris janta às 20h30 e as boas casas são pequenas. E guarde um almoço por semana para o improviso: nossas melhores mesas, encontramos todas levantando os olhos na hora certa. Os nomes exatos, nossos pratos favoritos e o garçom que merece um cumprimento: está tudo no guia que espera por você no apartamento.

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