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Arte

A arte em Paris pelo olhar dos colecionadores: galerias, leilões, ateliês

Nosso diário · Leitura de 5 min

Todo mundo conhece os museus de Paris. O que nós preferimos é a sua segunda vida artística: a das galerias, das casas de leilões e dos ateliês, onde se entra livremente, onde se conversa, e de onde se pode sair com uma obra debaixo do braço. Ela acontece, em grande parte, na sua porta.

O Marais concentra a maior densidade de galerias de arte contemporânea da Europa: mais de uma centena entre a rue de Turenne, a rue Debelleyme e a rue Vieille-du-Temple, das casas internacionais aos descobridores de jovens artistas. A entrada é sempre livre: empurre a porta, ninguém vai lhe pedir nada. O ritual que recomendamos: o giro do sábado à tarde — cinco galerias, um café, duas galerias. E, nas quintas à noite, os vernissages, abertos a todos: a melhor escola do olhar que existe, com uma taça na mão.

Para o grande teatro, o hôtel Drouot: quinze salas de leilões, exposições públicas na véspera, e essa mistura única de marchands, conservadores e curiosos. Pode-se tocar em quase tudo, e dar lances num desenho do século XIX como numa poltrona dos anos 1950. Nosso esporte de chuva preferido. As grandes casas, Sotheby's, Christie's, expõem na avenue Matignon antes de seus leilões: montagens de nível de museu, fila zero.

E para levar Paris para casa: os ateliês do village Saint-Paul, os editores de gravuras do Marais. Uma gravura original ou uma cerâmica de ateliê entre 100 e 500 euros, e a história do encontro com quem a fez: vale mais que todas as lembrancinhas de museu.

Nosso conselho: comece sem intenção de compra — três sábados de galerias formam o olhar melhor que qualquer livro. Depois, se uma obra fizer você parar duas vezes, faça perguntas. Os galeristas parisienses, ao contrário da fama, adoram contar histórias. Nossas galerias preferidas do momento estão no guia do apartamento.

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