Éditions Slim Paris
Bem-estar

Correr em Paris, do Sena aos Invalides

Nosso diário · Leitura de 3 min

Entre 7 e 9 da manhã, a cidade mais densa da Europa vira uma pista particular. Nós dois corremos — devagar — e nossos percursos vêm de vários invernos de testes: aqui estão eles, sem aquecimento.

A partir da Joia, o circuito das ilhas (5 km): descer a rue Saint-Paul até o Sena, seguir pelo cais baixo da margem direita rumo ao oeste (só para pedestres: dez quilômetros sem um único sinal vermelho), atravessar na pont d'Arcole, contornar Notre-Dame e voltar pela Île Saint-Louis adormecida. É a Paris dos cartões-postais, sem ninguém neles. Versão longa: seguir até o Louvre e voltar pela margem esquerda pela pont de Sully.

A partir do Refúgio de Paz, a esplanada e o Champ-de-Mars (6 km): subir o boulevard, contornar o domo pela esplanada (o mais belo piso de corrida de Paris), seguir até o Champ-de-Mars pela avenue de Tourville e fazer os tiros nas aleias de saibro, com a Torre Eiffel como metrônomo. No inverno, os mais madrugadores ainda a veem cintilar.

Dias de descanso: a volta do Jardin du Luxembourg caminhando, ou um Vélib' ao longo do cais; há estações ao pé dos nossos dois prédios. E a verdadeira recompensa local: o espresso da chegada, de pé no balcão, com a moeda de dois euros que você tinha guardado no bolso. É o protocolo — não fomos nós que o inventamos.

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