Éditions Slim Paris
Roteiro

Um dia perfeito no Marais

Nosso diário · Leitura de 6 min

« E se tivéssemos só um dia? » Pergunta feita cem vezes, resposta lapidada cem vezes: aqui está ela por inteiro, calibrada a partir da Joia, com os horários que fazem toda a diferença.

8h30. Croissant e tradition no artesão da rue Saint-Antoine, depois a igreja Saint-Paul-Saint-Louis quando a luz atravessa a nave em diagonal. Delacroix deixou ali um Cristo no Jardim das Oliveiras que quase ninguém olha. Seja quase ninguém.

10h. O Carnavalet na abertura, gratuito e quase vazio. Noventa minutos, no máximo: as salas da Revolução, o quarto de Proust, as tabuletas antigas. Na saída, nosso atalho preferido de toda Paris: o hôtel de Sully pela porta da rue Saint-Antoine, cujo jardim desemboca em segredo na place des Vosges. Volta pelas arcadas antes da multidão; a Casa de Victor Hugo é gratuita, se o coração pedir.

12h30. Flanar pela rue des Francs-Bourgeois (as vitrines) e pela rue de Bretagne (a vida real) até o marché des Enfants Rouges. Almoço cotovelo a cotovelo, café de torrefador a duas ruas dali.

14h30. O Picasso, uma hora, a escadaria de honra como apoteose. Depois, a parte mais importante do dia: não planejar nada. Rue des Rosiers (babka), rue Vieille-du-Temple, os pátios do village Saint-Paul e seus antiquários. O Marais recompensa quem empurra os portões entreabertos: é permitido, e é lá que estão as maravilhas.

18h. A pont Marie, a volta da Île Saint-Louis com um sorvete na mão, depois o pôr do sol da pont de la Tournelle, Notre-Dame em majestade. Por metro quadrado, a maior densidade de beleza da cidade. De graça.

20h30. Jantar no baixo Marais (reservado na véspera; nossos endereços estão no guia), depois dez minutos de caminhada para voltar. Dormir ao lado de onde se viveu o dia: construímos dois apartamentos inteiros em torno dessa ideia.

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